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Mariana MG

Mariana MG
Sobre

Mariana MG é uma das cidades mais antigas das Minas Gerais, tendo sido a primeira vila do estado em 16 de julho de 1696, bandeirantes oriundos de São Paulo encontraram ouro em um rio batizado de Ribeirão Nossa Senhora do Carmo, onde se instalaram e deram origem ao Arraial Nossa Senhora do Carmo, primeiro nome da cidade.

 

No século XVII, consolidou-se como uma das maiores produtoras e exportadoras de ouro para a Coroa Portuguesa. Em uma disputa pela maior quantidade de ouro arrecadado em MG, Mariana foi a vencedora, fato pelo qual foi elevada a primeira cidade e primeira capital da então Capitania das Minas Gerais.

 

O nome Mariana se deve a uma homenagem à esposa do Rei D. João V, D. Maria Ana de Áustria. A cidade, uma das mais importantes do Circuito do Ouro, guarda, junto com seus distritos, importantes relíquias do tempo em que começou a ser desenhada a história do estado.

 

As principais atrações de Mariana são as festas tradicionais, os marcos históricos e as cachoeiras.

O que visitar

Centro Histórico de Mariana

O barroco mineiro está representado em cada rua da cidade, seja através dos paralelepípedos, da riqueza das peças artesanais entalhadas em madeira e pedra-sabão ou dos artigos de tapeçaria. É no Centro Histórico que o turista encontrará igrejas, museus e uma imponente arquitetura colonial urbana, com destaque para a Rua Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais.

Casa de Câmara e Cadeia

Planejada e executada por José Pereira Arouca, projetista que construiu quase toda a cidade, é a mais interessante quando se trata de arte colonial em Mariana. Assemelha-se a muitos quintais nobres de Portugal, com escadarias externas compostas por parapeitos maciços, faixas e corrimão em pedra-sabão. Está situada na Praça Minas Gerais, no Centro da cidade.

Conjunto Arquitetônico da Rua Direita

É a segunda rua mais antiga de Mariana, composta por importantes construções coloniais. É nela que situa-se a Casa do Barão de Pontal, ex-governador de Minas Gerais; a Casa Setecentista, construída no fim do século XVIII, que abriga coleções de preciosos documentos emitidos entre os anos de 1700 e 1900; a casa que pertenceu a Alphonsus de Guimarães, onde hoje funciona o museu que guarda diversos pertences deste poeta simbolista.

Seminário Maior São José

Trata-se de um prédio com beleza arquitetônica ímpar, talvez o único no Brasil. Em seu exterior, nota-se uma construção magnífica, em estilo colonial. Seu pórtico possui escadaria em arco abalaustrado, cravejada de topázios e com o trono austero do saguão, onde repousa uma figura de São Pedro. Na capela, pinturas belíssimas e vitrais que formam um mosaico. Situa-se na Praça Dom Benevides, bairro São José (Chácara).

Catedral de N. Sra da Assunção (Sé)

Com construção datada entre 1709 e 1750, esta matriz é um dos mais belos monumentos religiosos coloniais do Brasil e a mais antiga de Mariana. Seu arranjo é de autoria de dois grandes artistas da arte barroca: Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e José Pereira Arouca. No batistério, uma tela do Mestre Ataíde, com retábulos da primeira fase do barroco. Na pia batismal, em seu tapa-vento, pode-se observar o desenho de Aleijadinho. No altar-mor, uma imagem de Nossa Senhora do Carmo, com seu manto bordado e ouro – autenticamente português. Localizada na Praça Cláudio Manoel, no Centro.

Igreja da Arquiconfraria S. Francisco

Esta igreja foi construída em 1784, pelos irmãos da Ordem do Cordão de São Francisco, e destaca-se pela graciosidade na singeleza e simplicidade de estilo; feita em taipa de madeira, quase nada retrata o barroco. É a única na cidade que segue o tipo característico de frotispício quebrado em três planos, com uma única torre central, assemelhando-se à Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Sabará. Situada à Rua Dom Silvério, no Centro.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Faz parte do grupo de igrejas edificadas após o alinhamento de Mariana. Possui estilo simples. Contudo, conserva um acervo de imagens belas e raras entalhadas em madeira e decoradas com bastante ouro, representando a Sagrada Família, sendo considerada a obra estatuária mais valiosa de Mariana. No cemitério da igreja encontra-se o jazigo do Santo Monsenhor José Silvério Horta, muito venerado na região. Localiza-se na Rua das Mercês, no Centro.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Foi construída em 1752 por José Pereira dos Santos. O teto de sua capela-mor apresenta pintura perfeitamente conservada, com destaque para os altares caprichosamente ornamentados desde o chão. Situa-se na Rua Monsenhor Horta, no bairro Rosário.

Igreja de São Francisco de Assis

Vários artistas, como Manuel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro, participaram da pintura desta igreja, construída entre 1763 e 1794. Seu interior, todo em talha, e os retábulos, púlpitos e douramentos dos altares valorizam o conjunto. O medalhão da portada é feito em pedra-sabão; autoria de Aleijadinho. Na igreja, sepultou-se Mestre Ataíde, na tampa de número 94. Os lustres são do século XVIII, feitos em cristal da Boêmia. No centro do teto, uma pintura representa o dilúvio e a Arca de Noé; ao lado, pinturas que referenciam aos quatro papas que colaboraram com a Ordem Terceira de São Francisco de Assis. Localiza-se na Praça Minas Gerais, no Centro.

Igreja de São Pedro dos Clérigos

Esta igreja oferece aos visitantes uma belíssima vista da cidade, devido à sua localização. Antônio Pereira de Souza assina o risco da igreja. É uma das únicas três igrejas barrocas de Minas Gerais a possuir plano em redondo, característica revolucionária para a época. Sua construção teve início em 1752, mas ainda está inacabada. O que resta do altar-mor, talhado em cedro, e do teto do presbitério, provam que o templo seria exuberante se tivesse sido concluído. A torre esquerda é original, feita em pedra; a da direita, de tijolos, pois já desmoronou duas vezes. O telhado remete ao casco de uma tartaruga, ao passo que o fundo lembra um navio. Está localizada na Rua Dom Silvério, bairro Colina de São Pedro.

Santuário de N. Sra. do Carmo

O santuário ganha destaque em relação às outras igrejas por sua fachada, ornamentada com florões na portada e torres cilíndricas, o que passa um ar de soberania e primazia na arte. Foi erguido pelos irmãos da Ordem Terceira do Carmo, com início em 1784. Seu interior abriga altares laterais feitos em talha, no estilo rococó; a capela-mor é coberta com abóbada de aresta; o altar-mor e o retábulo são de talha elegante, com um arco semicircular sobre colunas e pilastras entalhadas. Um incêndio ocorrido em 1999 destruiu todos os elementos em madeira da nave principal, além de diversas imagens dos séculos XVII e XVIII e a pintura do teto. Situada na Praça Minas Gerais, no Centro.

Capela Nossa Senhora da Boa Morte

A capela está situada no antigo Seminário Menor, datado de 1750, também conhecido como Seminário de Nossa Senhora da Boa Morte – tido como a mais antiga casa de instrução de Minas Gerais. Devido à carência de um estabelecimento para o ensino de humanidades em sua diocese, D. Frei Manuel da Cruz, primeiro Bispo de Mariana, pediu que o Seminário fosse criado.

O conjunto de edificações do Seminário Menor substituiu, após seguidas obras de adaptação e ampliação, a Chácara da Intendência, imóvel ora particular adquirido pelo Bispo de Mariana para que nele fosse instalado o referido estabelecimento de ensino. Todo o Seminário, incluindo a capela, sofreu sucessivas alterações, principalmente em seu interior, até adquirir o aspecto atual. Todavia, a fachada principal mantém suas características originais. Fica na Rua do Seminário, no Centro.

Museu da Música

O Arcebispo Dom Oscar foi o responsável por organizar o arquivo eclesiástico, sediado na Cúria Metropolitana, e transferi-lo para o Museu da Música. Assim, várias peças musicais, localizadas na época, levaram à fundação do museu em 1972, o único do gênero no país. Atualmente, possui importante acervo, contendo, ainda, peças doadas ou adquiridas. Localizada na Rua Cônego Amando, no Centro.

Museu Arquidiocesano de Arte Sacra

Em comemoração ao bicentenário do Mestre Ataíde, O Arcebispo D. Oscar de Oliveira fundou, em 22 de setembro de 1962, o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, um dos mais completos do país, com aproximadamente duas mil peças – a mais valiosa delas, um relicário de ouro com cento e setenta e oito brilhantes.

Considerado o mais rico em arte sacra de Minas Gerais e segundo do Brasil, mantém mobiliário raro, imagens portuguesas, pinturas do Mestre Ataíde, parâmetros riquíssimos, louças chinesas, trabalhos em pedra-sabão e jacarandá, objetos dos antigos Bispos, jarras de porcelana, alfaias de ouro e prata, imagens raríssimas e ambientes completos do século XVIII. Situa-se na Rua Frei Durão, no Centro.

Museu do Livro

O museu abriga obras raras e revolucionárias do século XVIII, de valor incalculável, e que nortearam a Inconfidência Mineira. Criada por iniciativa do Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, em conjunto com a Fundação Cultural da Arquidiocese de Mariana, o museu abriga inúmeros volumes, como o primeiro Dicionário Latino-Português, de Raphael Bluteau, datado de 1712. Localiza-se na Rua Cônego Amando, Centro.

Mina de Passagem

É a maior mina de ouro aberta a visitação no mundo! Guarda segredos e mistérios que encantam os visitantes. Um trolley leva os turistas através dos 315m de extensão e 120m de profundidade das galerias subterrâneas da mina, onde se pode observar um belíssimo lago natural. Ainda é possível encontrar ouro nesta mina, que teve suas atividades suspensas após décadas de atividades. A mina fica no distrido de Passagem de Mariana, a 5 km do Centro no sentido Ouro Preto.

Trem da Vale

A famosa Maria-Fumaça voltou a funcionar em Mariana! Durante o passeio, feito em uma composição móvel que possui um vagão panorâmico, os turistas podem observar os prédios das estações do percurso, restaurados e recuperados. As duas estações âncoras do projeto, localizadas em Mariana e Ouro Preto, tornaram-se espaços culturais que abrigam diversos equipamentos e espaços expositivos.

Onde Comer e Se Divertir
Confira aqui as melhores opções em Mariana MG / MG:
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Em construção.

Fotos
Cultura e Artesanato

Mariana criou e projetou talentos como Manuel da Costa Ataíde (Mestre Ataíde), pintor sacro, autor da obra que compõe o teto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, situado em Congonhas MG; o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa; Frei Santa Rita Durão, autor do poema “Caramuru”; o inconfidente Padre Joaquim da Rocha, dentre outros.

Culinária Típica

Veja os muito sabores de Minas em Culinária Mineira.

Informações

A cidade de Mariana é a primeira em muitas coisas: primeira vila, capital, cidade projetada e sede de bispado.


Também pioneira em comunicação no estado, em 1730 instalou-se, em suas terras, a primeira agência dos Correios. O então “Correio Ambulante” estabelecia a comunicação entre Rio de Janeiro, São Paulo e a capital mineira.


Em 1945, o presidente Getúlio Vargas concedeu a Mariana o título de Monumento Nacional por seu “significativo patrimônio histórico, religioso e cultural” e ativa participação na vida cívica e política do país, contribuindo para Independência, no Império e na República, formando a nacionalidade brasileira.


No Dia de Minas, comemorado anualmente em 16 de julho desde 1979, o Governo do Estado de Minas Gerais instala-se na cidade e realiza uma cerimônia alusiva à data na Praça Minas Gerais que, graças à harmonia e beleza plástica de seus monumentos, é um expressivo conjunto urbano da Minas colonial.

Como chegar


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